Assuntos Aleatórios
Um blog sobre o tudo e o nada

Set
29

E lá se vai 1 ano de “assuntos aleatórios”.

Tudo começou modestamente com uma questão Por que escrever um blog? , na época não sabia muito o que escrever, mas queria tentar. E não é que “a coisa” cresceu e ganhou colaboradoras e tudo. UIA!

Antes era EU agora somos NÓS, beeem mais divertido.

Estamos conseguindo cumprir a meta de 1 post por mês (nem que seja no dia 30), mas o mais importante foi que o blog nos revelou a veia de escritor que havia dentro de nós, além de nos divertir com nossas histórias [sobre fatos] trashs/ oitentistas.

Se recordar é viver, estamos mais vivas a cada post. (óia que filosófica!)

Obrigada, Equipe Colaboradora!

Obs: Tá tá, sei que faz 1 ano e 1 dia… Mas ontem era domingo, sabe como é, né?

Ago
26

Sempre citamos várias expressões que eram utilizadas nos queridos, amados e saudosos anos 80.
Mas acho que vale uma compilação da “tradução” delas:

Chocante: (havia a variante “choc”)

Segundo Houaiss 2 Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
palavra-ônibus us. para referir boas qualidades; muito bom; muito inteligente; muito divertido; muito bonito
Ex.: “Esse filme é muito chocante.”

“É contagiante, chocante/ Meu nome é Jem / E não há ninguém / Igual a Jem”
Lembram-se do desenho Jem e as Hologramas?

(Só uma observação: o que é uma “palavra-ônibus”? eeee Houaiss…)

Transar: não estamos falando de sacanagem. Há duas décadas atrás, esta expressão era apenas um singelo modo de dizer que gostava de algo, era um entusiasta, “curtia” algo…

Exemplo clássico “Transo um violão” – Ela não gosta de mim – Dominó


Segundo Houaiss 5 Uso: informal. gostar de, deleitar-se com, apreciar
Ex.: ela não transa filmes de terror


Também era usado o adjetivo “transado” para indicar algo legal, na moda. Ex: Ela usa um moleton é transado.

Descolado:

Segundo Houaiss 2 Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
habilidoso na solução de questões, no trato com outrem etc.; astuto, esperto
Ex.: é um sujeito d., sempre consegue o que quer

Último grito:
Ainda segundo o Houaiss (e só ele)

“último g.
Uso: informal.
última novidade consagrada pela moda e/ou pela opinião pública


Ex.: sapatos amarelo-canário são o último grito! (exemplo meu mesmo).

Zerinho:

Esta não tem no Houaiss, acho que ele não brincava na rua…
A expressão significa “primeiro” (mas tem que ser dita gritando, pois só valia quem falasse primeiro). Ex.: quem quer bolo?? “Zerinho”…

Comigo-não-morreu!:

Ao contrário de “Zerinho”, “Comigo-não-morreu” era quando você queria se livrar de algo, ou “tirar o seu da reta”.
Ex.: brincando de pega-pega “comigo-não-morreu”, queria dizer que não “tava com você”, em outras palavras, você não precisava pegar os outros.
E o último a falar era o “pegador”.

Café-com-leite:
Não, não era o “Pingado” ou a “média” com pãozinho e manteiga… A criança que era “café-com-leite” normalmente era a mais nova, bobinha, que não sabia brincar, não tinha competitividade, mas o mais velhos deixavam brincar só por pena, ou para sacanear mesmo.
Normalmente era o último a dizer “comigo-não-morreu” e tinha que pegar os outros (óbviamente não conseguia e ficava correndo feito besta).
Havia a variação de não ser o “pegador”, mas ninguém corria atrás dele, pois se pegasse não valia, afinal ele era “café-com-leite”, ou seja, “neutro”.

Depois de tudo isso, gostaria de ressaltar que prefiro o “Aurélião”. Sou a favor da Português Padrão, da Norma Culta, essa história do Houaiss de aceitar um monte de “modernices” como certa, me dá calafrios… Sou conservadora, e daí?

Para ilustrar lá vai mais uma do Dominó, o vídeo é recente, mas vale pelo “Transo um violão”

Jul
15

Por Erika Harumi

Um tema que não tem nada a ver com os anos 80, mas sim com o que estas moçoilas estão fazendo de suas mentes brilhantes para ganhar o pão nosso de cada dia. Num destes finais de semana da vida, ouvi uma sábia pessoa me dizer: “Você gosta do seu emprego, né? Porque adorar é quase impossível. Se emprego fosse bom, eles não pagavam você!”

E não é que ela tem razão? Em todo lugar você ouve alguém reclamando do seu trabalho, do seu salário, do seu chefe, dos sapos que tem que engolir. Para aqueles abençoados por um salário acima da média, há a cobrança por horas extras (nem sempre pagas) e para aqueles que não chegaram ao cargo de chefia, há o ônus de um chefe quase sempre mala…

Este é um tema controverso, além de interessante: nós, seres normais, somos eternos insatisfeitos ou simplesmente gostaríamos de viver um eterno carpe diem?? Será que não fomos feitos para o trabalho e por isso toda segunda-feira de manhã, desejamos estar em qualquer outro lugar que não em nossos postos de trabalho? Um mês de férias é pouco pro descanso de um ano de labuta??

Outra pergunta que insiste em me rodear a cabeça é sobre a licença-maternidade. Algumas mulheres acham que é pouco tempo para passar com o filho e criar um laço forte de ligação com o bebê. Estas ficam se sentindo péssimas como mães por deixarem seus pimpolhos com as mães ou sogras, com babás (as mais sortudas, claro) ou o pior, deixar na mão de pessoas desconhecidas numa creche do bairro.

Mas também há aquelas que acham que os 4 meses afastada do trabalho podem prejudicar sua carreira e por isso trabalham de casa mesmo, com os pontos da cesárea ardendo e o bebê gritando e voltam antes mesmo dos 120 dias, para não correr o risco de perder a oportunidade de uma promoção.

Eu posso me dar ao luxo de escrever esse tipo de coisa pois sei que não corro o risco de tomar advertência por isso aqui no trabalho. Mas ao me deparar com a pergunta desta amiga, não pude deixar de refletir de como a vida dos senhores feudais e dos senhores de engenho, indo mais pro passado ainda, pros membros das cortes devia ser bacana, com aqueles escravos fazendo o trabalho pesado, não?? Claro que eu NÃO SOU A FAVOR DA ESCRAVIDÃO, por favor! Mas que deve ser legal passar um dia sem compromissos… não seria ótimo??

Aliás, tirei um dia desses no mês passado e foi maravilhoso: acordei tarde, fui gastar $ no shopping, visitei uma amiga em licença-maternidade, levei roupa pra lavanderia da esquina, fiz a unha no salão, uma verdadeira madame por um dia! hahahaha E isso me levou a outra reflexão: Será que a vida é melhor agora? Não sei, acho que com o advento do computador e da Internet, a vida passou a ter o ritmo frenético das máquinas. As pessoas não se ligam mais pra desejar Feliz Aniversário, elas escrevem scrap’s no Orkut. Não mandam mais cartas decoradas cheias de felicidade, mas e-mail’s que PRECISAM ser respondidos na mesma hora. Como não enlouquecer em um nível de estresse desses?

Se já não bastasse o chefe mala, que sempre existiu, agora os reles mortais têm de atender a uma série de demandas em seu dia-a-dia que exaure qualquer energia que possuímos. Se alguém tiver alguma idéia genial de como diminuir o ritmo maluco de nosso cotidiano ou de como se manter (em termos de $, claro) sem casar com um cara rico, me avisem, por favor!

Dizem que na vida da pessoa, ela tem 3 chances de ter uma boa vida: nascer rica, casar com uma pessoa rica (e boba, claro!) ou ganhar na loteria acumulada. Bom, eu já desperdicei 2 chances minhas, mas tô fazendo meu joguinho toda semana…Se eu ganhar, eu paro de trabalhar e prometo escrever um post todo dia só pra contar como é a vida de madame, ok?? hahahaha

Beijos!