Por Erika Harumi
Do final de janeiro pra cá 3 acontecimentos em minha pacata vida me levaram a escrever este post. Três lendas urbanas que se tornaram realidade em minha existência. Duas foram péssimas e a outra foi ótima. Curioso(a)? Lei até o fim, então! Vou começar com as experiências ruins. Para preservar os envolvidos, a ligação com os personagens foi alterada, mas a história continua verdadeira, ok?
Tudo começou no retorno de uma viagem de final de semana. Um tio precisava sacar dinheiro no caixa eletrônico e havia pedido para que eu e meu marido parássemos no caixa do shopping, mas achei que seria mais seguro que ele fizesse o saque de uma agência e não do lado de fora do shopping. Sabia que ele não é como nós, reles mortais, que sacam no máximo 30 reais no caixa eletrônico e fiquei com medo de ter algum malandro por perto…
Conclusão: fomos à agência em que ele tem conta, numa avenida movimentada. Ficamos, eu e o maridão, dentro do carro conversando, enquanto meu tio e minha tia saíram pra realizar o saque. Eles demoraram, mas como nenhum deles é muito novo, achei que estavam apenas um pouco enrolados com as letras e senhas que os bancos fazem a gente digitar. Ao ver pelo vidro minha tia falando ao telefone, estranhei, pois ela não é de usar o bendito aparelho, principalmente em público. Não porque seja de última geração, mas por achar horrível as pessoas ouvirem o que você está conversando. Depois de uns 15 ou 20 minutos, eles entraram esbaforidos no carro e ao serem questionados quanto à demora, a explicação: o cartão magnético ficara preso no caixa. Fomos almoçar e me esqueci do assunto.
Qual não foi minha surpresa ao ser informada por este tio, 2 dias depois, que quase todo o dinheiro que eles tinham no banco havia sido retirado ou gasto! Até mesmo uma aplicação que eles tinham havia sido transferida para outra conta e sacado! Olha só você como essas mensagens de golpes dados nas pessoas podem ter um fundo de verdade e não serem apenas lenda urbana: meu tio entrou na agência e não estranhou o fato de já ter gente ali dentro. Foi ao caixa, inseriu o cartão e viu na tela um comando de que a leitura não havia sido realizada e que ele deveria inserir mais o cartão. Ele o fez e qual não foi sua surpresa ao perceber que o dito cujo havia sido “engolido” pela bendita maquininha!
Minha tia, que sempre se achou super esperta e imune a qualquer golpe, logo disse: precisamos ligar à central do banco pra bloquearmos este cartão. Uma mulher que estava no caixa ao lado, toda solícita, ofereceu seu celular para que minha tia realizasse a notificação, dizendo que já estava terminando de registrar uma queixa na central. E lá foi minha tia, com o celular alheio em punho, passar todas as informações possíveis à moça que a atendeu. Depois de confirmado o ocorrido, anotado o nome, hora e número de protocolo de atendimento, ela desliga e devolve o telefone à simpática senhora e se retira.
Você já deve ter percebido que tem alguma coisa estranha aí, né?? Quem é que vai ficar emprestando o celular pra outro desconhecido ligar?? Ainda mais num mundo como o nosso, tão egoísta?? (Pessoalmente, eu não teria pego por questões de higiene, pra não dizer que sou nojenta com esse tipo de coisa, principalmente porque as pessoas usam grudadas na orelha e cuspindo no bocal…Blergh)
Bom, resumindo: fizeram a rapa na conta deles! Como o valor aplicado aparecia no extrato (certas comodidades são um saco em horas como essas), eles a transferiram para a conta corrente com a senha passada pela minha tia e do X total que tinha, só sobrou X/4! Isso porque na terça meu tio foi pedir um cartão novo e antes de entrar na agência, pegou um extrato no caixa com o cartão da minha tia, pra ver se sua aposentadoria havia caído. Não preciso dizer que ele quase teve um enfarto quando viu os saques e gastos, né?? O banco foi acionado e eles esperam rever o dinheiro, alegando que o golpe ocorreu dentro da agência e que não havia seguranças no local. O prazo de 90 dias pra resposta do banco ainda não findou, por isso ainda tenho esperança de que este prejuízo fique com o banco.
A outra lenda você já deve ter ouvido também, é o velho golpe da compra pela Internet. E acredita que eu caí nessa?? Começo de Fevereiro, aniversário da mãe na segunda e da avó na sexta, decidi fazer uma surpresa às duas: decidi encomendar flores. Imaginei que as duas ficariam surpresas com a entrega e adorariam! Prontamente lembrei do site floresonline.com.br de onde recebi uma encomenda e amei. Os arranjos são lindos, mas os preços são super salgados! Lembrei do site da floricultura onde encomendei meu bouquet de noiva, ao lado da casa da minha mãe, com uma loja física enorme, chamada Martinhos Flores.
Fiz a encomenda para a minha mãe numa boa, mas na hora de fazer a da minha avó, o site não reconhecia o CEP dela, pois como a cidade é pequena, tem apenas um número pra todo mundo. Acabei tendo que encomendar no primeiro site, por um preço mais caro mesmo. Estava super satisfeita comigo mesma no domingo à noite ao dormir, pois sabia que elas iriam adorar. Minha mãe me ligou dizendo, emocionada, que as flores eram lindas, que eu não precisava ter me preocupado, esse papo de mãe que todos conhecem, né?
À noite, marcamos de ir a um restaurante japonês para comemorarmos. Aproveitamos que seríamos só meus pais e eu, marcamos num restaurante um pouco mais “classudo”. Meu marido acabou me ligando dizendo que voltaria mais cedo do trabalho e acaboui incluso no convite. Lá pelo meio da janta, o celular dele toca (eram mais de 21h, achei que fosse do trabalho), mas ele respondeu que não sabia e passou o celular pra mim. Pois é, era da Mastercard e queriam confirmar algumas compras feitas pela Internet…
Não preciso dizer como fiquei sem graça por minha mãe ficar sabendo que a “culpa” pela briga entre eu e meu digníssimo era do presente dela, né? A minha “sorte” é que os manés que pegaram os dados do cartão achavam que o limite era baixo e gastaram pouco, ao todo não chegava a 100 reais. Meu marido já contestou on-line as compras e estamos esperando a fatura chegar pra ver o que fazer. Pior é saber que a webpol – polícia especializada nesse tipo de coisa – só aceita BO na delegacia! Fala sério, eles trabalham com computador e querem que eu vá até uma delegacia! Fiquei esperando não sei quantas horas pra assinar um atestado de bocó??? Putz, nem fui…
Mas calma, nem tudo foi ruim neste período! TEM A LENDA URBANA BOA! Apesar de ter conhecido uma colega de trabalho do Leandro que havia ganho um carro numa dessas promoções de shopping, eu nunca havia dado muito crédito pra esse tipo de coisa. Aposto que você, caro leitor, também não dava. Por isso que achava muito mais democrático o processo no Morumbi Shopping, que sempre trocava os cupons de compra por quiquilharias, como relógio, chinelo, canga, bolsa, a cada X que você gastasse. Você já ia sabendo que ganharia com certeza o presente, certo? Pois esse pessoal do Ministério Público decidiu acabar com essas promoções bacanas… :_(
No Natal passado, ao entrar no Eldorado para fazer uma troca de presente, me deparei com o cartaz da promoção, onde a cada X em compra, você concorria a um video game Wii, da Nintendo, que eu estava louca pra ganhar. Não tive dúvida, saquei o cartão de crédito do marido e fiz as compras de Natal lá! Sabe como é, a esperança é a última que morre! Aliás, falando nisso, eu jogo toda semana na loteria por isso, vai que eu sou sorteada e fico milionária, né??? hahahaha Mas voltando pro planeta Terra, o mês de Dezembro passou, meu aniversário (12/01) também passou e nenhum sinal do meu Wii. Falei pro meu marido que achava que até tinha chance de ganhar, ele deu risada, porque nunca fui sorteada pra nada, já participei de um monte de promoções e nada!
Pois qual não foi minha surpresa ao chegar em casa na segunda semana de fevereiro e me deparar com um recado em minha secretária eletrônica, pedindo pra eu entrar em contato com o Eldorado sobre meu prêmio de Natal?? Quando confirmei com o rapaz ao telefone que havia ganho o Wii, dei um grito que ele deve se lembrar até hoje!! hahahahahaha Isso mesmo, incrédulo leitor: agora eu tenho na minha sala o vídeo game que tanto queria, pra poder jogar tênis, boliche, tiro….
Bom, é isso que eu queria contar. Entrou por uma porta e saiu pela outra. E quem quiser, que conte outra!!
Nossa, eu nem lembrava q havia escrito este post, parece q faz um tempão…Precisamos colocar uma comemoração pela compra do apê!!!
Erika - Julho 15, 2009 at 2:50 p
O que aconteceu com vc não tem nada a ver com Lenda Urbana… Seus tios foram vitimas de um golpe praticado por mais um destes grupos de marginais que andam livremente sacaneando a boa fé das pessoas. Um caso Polícia que nada tem a ver com Lenda Urbana.
Lendas urbanas, mitos urbanos ou lendas contemporâneas são pequenas histórias de caráter fabuloso ou sensacionalista, amplamente divulgadas de forma oral, por e-mails ou pela imprensa e que constituem um tipo de folclore moderno. São frequentemente narradas como sendo fatos acontecidos a um “amigo de um amigo” ou de conhecimento público.
Muitas delas já são bastante antigas, tendo sofrido apenas pequenas alterações ao longo dos anos. Muitas foram mesmo traduzidas e incorporadas a outras culturas. É o caso de, por exemplo, a história da loira do banheiro, lenda urbana brasileira que fala sobre o fantasma de uma garota jovem de pele muito branca e cabelos loiros que costuma ser avistada em banheiros, local onde teria se suicidado ou, em outras versões, sido assassinada.
O texto completo está aqui:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lenda_urbana
Marcos - Agosto 9, 2009 at 4:48 p